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Os dias são contados. O Tempo passa. E se caminha cada vez mais como se fosse um diário de um eunuco.

quarta-feira

Dia 57 - Consumo Impróprio



Em uma tela, a porra do facebook aberto com uma lista interminavel de pessoas sem vontade.
Na outra o bate-papo uol, tema sexo, sala diversidade sexual. Não pergunte.
Ai, tem o e-mail. Famoso com bate-papo no canto. Ele "blopa" e eu tiro o som.
E um blog com a frase, I UNDERSTAND AND I WISH TO CONTINUE.
As vezes, fica bem díficil te escrever. Aliás, que mania minha de escolher a pessoas mais impróprias pra contar o que não se deve. Foi sempre assim?
Talvez, as mais impróprias são as que mais merecem ouvir. Ou me ouvir. Talvez, seja porque eu falo sobre essas pessoas. Não me entenda mal. Você não é ruim. Só é imprópria para o consumo. Como eu. Como alcoól. Impróprio para o consumo, mas mesmo assim, delicioso.
E necessário.
O que têm sido necessário até agora? Tenho bebido mais por decorrência do trabalho. Uma noite, correndo pra lá e pra cá como um mulambo no bar. Suado, fedido, com minha camisa Johnny Walker colando e com uma garrafa de original na mão, eu penso. "O que estou fazendo?" Então aquela mesa, cheia de universitários espera até hoje a cerveja que veio parar com uma abertura certeira e intacta a tampa da garrafa, que agora, mesmo sendo tragada há tempos, de forma imprópria moralmente e vicinantemente, ressurge o gosto no meu paladar palatino.
Eu simplesmente, sentei e deixei pra lá. Onde é que está essa regra que diz que você não pode consumir o que vende? Ou o que trabalha? O que trafica?
Você têm de ser o consumidor principal. Eliminar atravessadores e ir ao fundo. Assim fiz. Eliminei a travessia e fiz uma ponte daquela garrafa pro copo, pro copo para minha boca, da boca para o "AH!" relaxante, que magicamente moveu minha mão no ar e mostrou o dedo pra gorda.
E que logo depois, mesmo de ter discutido, entendeu minha motivação. Ela faria o mesmo.
"Então, você entende que hoje tu tá por conta própria." Eu saí porta afora.
Caminhando porque precisava. Bebi porque queria. Levantei porque tô cansado.
Deve haver algo mais tangente no mundo. Enquanto isso, sou impróprio.
I UNDERSTAND AND I WISH TO CONTINUE.

domingo

Dia 55 - Como deve ser

Estava pensando aqui com meus botões um pensamento meio poesia concreta. Não sei como colocar isso de uma forma aceitável, bom, não aceitável mas, plausível. Quer dizer pra mim é.
As pessoas se matam de tentar se agradar e tentam sempre estar com um e outro, eu fiquei pensando se tudo poderia ser mais simples e sem rancor.
Eu, por exemplo, sou rancoroso, tenho rancor da maldade. Não consigo evitar. Do resto, não. Tá meio subjetivo. O que eu quero dizer é o seguinte: Quando eu gosto de alguém eu simplesmente gosto. E, quero estar com essa pessoa mas, se não consigo, não me entristeço nem fico feliz também. Se vão as pessoas mas fica o sentimento, a história. Isso não pode mudar.
È meio infantil e seria tão bom que todo ser humano realmente se amasse assim ninguém ia fazer intriga, mesquinharia nem pusilanimidades.
Sabe porque?
Não ia ter importância.
Se eu amasse uma mulher e estivesse com ela um tanto tempo e me dissessem que á viu com “fulano de tal” fazendo “coiso”, além de voyeur era fofoqueiro, eu provavelmente diria: “Tá. Brigado.” Pronto. Nada mais. Continuaria amando, e, quando terminássemos o que aparentemente seria indiferença se tornaria verdadeira lealdade porque ainda há amor.
Como sabemos que o verdadeiro amor nunca acaba, aquilo não seria a separação. Seria apenas ela indo, seu Amor voltando para um caminho ou indo para outro. Ela indo embora, eu indo embora. Ainda amaria ela e, eu penso assim.
Pense. Todas as pessoas que passaram por sua vida que você teve uma relação de amor e carinho ainda são os mesmos. Pode mudar um ponto de vista ou uma ideologia política. A essência nunca muda. Como eu falei, fica a histôria, a vivência. Apesar de que eu gostaria como disse antes de ser menos rancoroso. Como eu sou hoje, mas, preciso melhorar. Então, tento guardar coisas no meu peito que são imutáveis.
Mas ainda amo o André, meu amigo de infância que sempre faz cagadas comigo.
Ainda amo a Anna, minha parteira e empregada. Ela tinha umas tetas gordas e grandes que eu dormia encima babando, esses dias encontrei ela na casa de um parente. Chorei como um bebê. Agarrei-me àquelas tetas gordas e quase disse: “Anna, me deixa ficar aqui eternamente, nunca me tirar daqui, aqui é o melhor e mais quente lugar do mundo.”
Também meu primeiro amor. O platônico e o atingido. Agora amo só pelo respeito, mas aprendi tantas coisas que fizeram comigo de errado, especialmente o atingido.
Bom, não sei dizer mais. E era tudo isso que queria dizer e que é tudo que eu sinto. Só tenho a paixão da fala e isso não se passa por aqui.

quarta-feira

Dia 53 - Aqui os clientes choram



Aí ele estava chorando para os peitos dele. O travesti carinhoso com pachorra necessária o afastava. Ele começou a chorar e sentou a cara nos seios duros do traveco. Quando eu atravessei a rua passei bem perto e reparei na cara do travesti.
Estava com vergonha.
Reparei também no rosto do cidadão. Estava nem ai. E falava, “Me desculpa.” As lágrimas corriam pelo rosto, a baba grudada aos dentes e a boca aberta.
Desculpa quem? Ela. A noite. A Alma estatelada nos peitos. Alguém. Desculpar quem.
Agora já era, Mauro, tu tá fudido. Esse foi o nome que dei a ele. Um Mauro choraria nos peitos de um travesti. Um Antônio se afogaria no mar. Um Arnaldo escreveria poesias. Um Luiz atravessaria a rua encarando os olhos tristes e envergonhados do travesti.
É mais uma noite fria e normal no Bordel Gloria da Sodoma Rio. Aqui os clientes choram.

terça-feira

Dia 52 – Uma música country boa pra cacete


A música country foi o berço do rock n roll. Na verdade foi o tempero que impulsionou toda a transformação musical americana. Não sou pesquisador nem porra nenhuma que o valha. Mas da música country, do gospel, passando pelos cantos dos negros, assim o jazz foi criado e o blues amplificado. Depois assim, nessa mistura que é o mundo vêm o famoso rock n roll. Na verdade, não consigo pôr um dedo na ferida e dizer que foi nesse exato momento que o movimento do rock começou como definir o que é o surrealismo. Isso é expressivo. O Rock é impressivo. Está na vestimenta, no olhar, no jeito, no som variado, nas inspirações e antes de existir rock e seus ídolos beberrões e drogados existiam os cantores countries beberrões e drogados como Jerry Lee Lewis. Agora um momento de pausa no universo para respirar e escrever a próxima frase.
...
Jerry Lee Lewis é o espírito do Rock. Ponto.
Isso dito, pense num homem que se dedicou á ferrar com sua vida da pior forma possível. E ser um astro por isso. Você pensa que Jimi Hendrix era foda sacrificando a guitarra tacando fogo nela? Lewis jogava fogo no piano e continuava tocando Great Balls of Fire. Um sacrifício vivo. As pessoas destroem hotéis e acabam com a reputação de cantor hoje. Lewis apontou uma arma para um valet, roubou uma limousine e quando parado pela polícia pulou pro banco de trás e gritou “Ainda bem que vocês chegaram, ele estava descontrolado dirigindo feito um maluco. Vocês já prenderam ele?” Fora o repertório de músicas e seu talento nato para tocar piano. Uma velocidade e consciência musical enorme. Por isso, considerado o primeiro Astro de rock antes de Elvis, mesmo sendo do country, como Johnny Cash. Existia um compositor chamado Donnie Fritz que era amigo íntimo e escreveu uma música em homenagem ao mito e o mito resolveu gravá-la. É linda e eu garanto:
 
A vida de Jerry Lee Lewis daria uma música country boa pra cacete.

segunda-feira

Dia 51 - Pular de Bungee Jump - Check

A pequena princesa esteve comigo o tempo todo o fim de semana... O que aconteceu? Ela me acompanha nas bebidas. Ela é esporrenta. Ela é maneira. A única coisa que não pode entrar aqui... entrou. Não consigo tocar mais uma punheta pensando na Belladona porque vêm o rosto dela. Anyhow, anyway, bobiei e pulei. Fui para um ponto turístico aqui no rio. Dentro da floresta da tijuca. Passeando como quem não quer nada, á não ser me perder da cidade-selva e andar pelado depois de uma cachoeira apenas acompanhado de macumbas e cachaças. Não minhas. Não foi possível á partir do momento em que ouço passos na trilha... pus o calção e vi um grupo de quatro caras com varias paradas de escaladas subindo as pedras e se pondo em cima da cachoeira. Apenas olhei pensando: ou é rapel, ou é sarapatel. Era bungee jumpel! Quando eu vi o primeiro saltar aquela pequena distância, gritei na hora: Porra, eu quero!!! Subi correndo e perguntei como era, "é como pular para o chão sem cordas, com cordas." Quando olhei pra baixo, a distância parecia bem maior. Me deu um receio. O outro pulou na minha frente de braços abertos. Me senti dentro dele pulando para o infinito, transitando meu corpo, deslocando ar até o empuxo e o retorno. Eu queria mais ainda e com mais medo ainda. Caralho, eu sou muito cagão. Tive que respirar um pouco pra acalmar a adrenalina. Quando ele prendeu os pés eu não saltei. Apenas joguei meu corpo pra frente. A gravidade fez o resto. Abri os braços em pleno vôo. E aqueles dois segundos foram vitais para completar o sonho. Porra, será que dá pra cabular alguns itens antes da minha morte? Será que dá pra cabular a morte? Será que dá pra morrer assim? Será? Eu entendo porque existem viciados em adrenalina. Existe uma certeza na leveza em chegar á algo muito seguro e satisfatório beirando o limite pessoal. Pode ir de novo, tio? Com essa água caindo em mim bem gelado. Não tive coragem para outra vez. Apesar de querer. Como eu quero. Faltam dez. Agora parece mais próximo. Estranhamente minhas coxas doem depois do salto. Como se estressado o músculo. Muito satisfatório.

quarta-feira

Dia 49 - Mesmo que não seja comigo


Agora te digo,
Que mesmo que tenha o amor que queres
Não é metade daquele grande que te entrego.
Podes ser quem és, e ames bastante
Mesmo que não seja comigo.

Mas não é tudo, nem só por isso
Não deixei de te querer um só dia.
Estou contigo mesmo longe de minha vida
Pela felicidade que você tem, que custe a minha.

Escrevirei poesias, andarei em outros braços
Fingirei que não há ninguem do seu lado
E acabarei sendo quem sou
Só pra enganar o meu coração.

E não é por apreço, inveja ou revelia
Queimarei essas palavras, me darei em corpo
Ficarei em brasa, só para cumprir minha vida.
Mas só, se estiveres comigo.

Assim, termina mais uma noite numa cidade ao sul do Equador.




terça-feira

Dia 48 – Primeiro Porre



Trabalhando aqui se tem muitos dias e noites de ócio. Nem todo mundo que bebe, bebe todo dia. Nem todo mundo que trabalha com bebida, vende o que não deveria beber. Eu só venho pra não me estressar e a dona já percebeu isso. Não ligou muito. Ela é jovem. Fico bolando planos mirabolantes de como tomar conta desse bar. Causar uma revolta dentro do bar onde só tem eu de manifestante. Ela gerencia mal, mas eu não tenho nada a ver com isso. Essa porra não passa nem nota fiscal, no máximo um recebinho com uma descriminação dos pedidos, e, a criminação impostal gira a roda do bolso da gorda. Acho isso errado em vários motivos. Se o país está do jeito que é, é nos pequenos erros dos ladrões invísiveis que ele se apresenta. Não sou eu que vou apontar o dedo pro miliante. Que eu saiba a gente cria nossos próprios problemas. O imposto da cerveja já vêm imbutido porque não se é “honesto” dizer ‘plus taxes’ aqui no brasil. Attica grita dentro de mim e nesse ócio de vontade de roubar o caixa 5 da gorda me lembro da minha primeira bebedeira. Pata que patiu. Ri sozinho. Eu me lembro que ainda havia meu pai e eu morava com ele. Na minha família, beber é algo de família. Quando nasci, aos 9 meses de idade foi juntado uma colher de vinho na mamadeira. “Para matar os germes que virão”. Esse é o nível dos culhões familiares. Ficar bêbado, não é uma opção. Acha que tô exagerando?  Quando alguém morre, se deve ter em casa o número de litros de bebida(s) equivalente ao peso dela em vida. Em todas as casas. Antes que pergunte, não há alcoolismo no histórico genealógico. É a única permissão aceitável de ficar bêbado é na morte de alguém. Não vou dar motivos historicos, nem culturais. Cada família, uma sentença. Hic. De qualquer forma, eu fiquei bêbado. E comecei tarde mesmo. Eu vivia numa cidadezinha e conheci esse cara que era bem mais velho que eu uns sete anos. Eu tinha uns dezesseis e andava sempre com ele e o motivo da nossa amizade começar foi porque no bar em frente á escola, começamos uma competição de sinuca. Ganhava sempre. Ele. Isso meio que uniu e outras coisas como o gosto pela filosofia, mulheres, cerveja, mulheres e um terreno baldio do lado da escola. A gente sempre ficava ali bebendo e fazendo nada. Um dia ele falou que a gente deveria fazer uma fogueira e bater um papo. Feito. Uma sexta descolamos pedaços de madeira que foram parar na garagem dele de tarde. Duas garrafas de cinzano e um vinho. Perto da meia-noite, fomos para lá. Arrumamos os paus em uma fogueira que lembrava aquelas de acampamento americano de filme. Acendemos e foi lindo. Pausa enquanto se bebe um vinho português de ótima qualidade comprado no posto 24 horas da esquina. O fogo é hipnotizante, não é? Aquelas labaredas bruxuleantes pedem para serem tocadas e o calor que não deixa você piscar é de uma necessidade de cheiros e estalos e fumos que devem ser celebrados. O fogo é uma invenção natural linda. Fim da pausa. Habemos bebuns. Bebemos tudo e ainda fomos procurar mais no posto. Mais uma garrafa e sete da manhã, voltamos cambaleando para casa e confesso pra ele que se voltar daquele jeito sem saber nem quem eu era (não sabia), porque minha língua não voltava pra boca (não voltava) e desde quando touros não dão leite (estava com essa dúvida cruel), não era uma boa idéia. Fui pra garagem do cara. Ele me jogou lá dentro. Tinha um sofá. Era quase uma bat-caverna dele onde ele vinha se esconder. Era bem arrumado e era condicionado para não haver carros, e sim, um eremita. Lá fiquei. Nos primeiros 15 minutos ou 45, no escuro, tudo girava e rodava e deitado no sofá eu apenas colocava minha cabeça do lado e vomitava. Vomitava. Vomitava. Assim foi até dormir. E acordar com vontade de cagar algumas horas depois. Me levanto com maestria para não pissar na minha bílis deitada no chão em forma de uma baleia. Procuro como abrir a garagem e não consigo. Acontece que era de mola e toda força que fazia quando ela começava a subir voltava e me empurrava pra trás. A vontade de cagar aumentava e meu pudor diminuía. Eis que me viro e tateio a escuridão que meus olhos começavam a se acostumar desde quando tinha levantado do sofá e tinha percebido umas formas redondas nos cantos da entrada no chão. Eram caixas, papelões, bolas e... latas de tintas. Não pensei duas vezes. Abri a tampa, arriei as calças e sentei na lata apenas rezando para que a tinta tivesse seca, ressecada e que não respingasse na minha bundinha de anjo devasso. Eu era praticamente um púbere. Era um anjo, sim. Me levanto descagado e aliviado e retorno para o sofá livre da minha calça. Livre da prisão livre do mundo e caio em um sono profundo. Acordo outras horas mais tarde, já bem consciente. As luzes passavam por uma greta da garagem e conseguia distinguir ou pelo menos compreender que era dia. Comecei a analizar a merda que tinha feito comigo e como fui parar ali. Vi minha calça estirada no chão perto da porta e, naturalmente, fui me levantar pra pegar. Pisei no meu próprio vômito. Tudo começava a clarear na minha mente. Reconstitui a ordem dos fatos. E tentei abrir o portão da garagem e vi uma torneira ao lado que deveria ser usada para lavar o quintal. Mijei ali mesmo. E utilizei para limpar um pouco o vômito que juntei com panos que encontrei sujos
Dei uma lavada neles e depositei na torneira mesmo. Agora o que fazer com a merda? Tenham em mente que fiquei ali umas dez horas com direito ao meu cheiro de dentro estar impregnado por fora. Eis a verdade, meu irmão. Tenho dó de mim. Abri a tampa e a tinta branca estava entre meio seca e uma crosta mole e o toletão no meio. Mas era bonito. Então, num rompante de nobreza e alto garbo fiz o que todo mundo honrado faz numa hora dessas. Toquei o fodasse. Fechei a tampa e ignorei. Que alguém lide com o côco alheio. Não vou me importar com essa obra pós-moderna. Alguém que patrocine a culpa. Negarei até o fim. Com muito esforço abri a porta da garagem. Subi a rua e nem olhei pra casa do meu amigo. Resolvi prosseguir naquela labuta no sol de tarde que me queimava a cabeça e aumentava minha dor. Crianças apontavam e fugiam. Marcapassos paravam. Cachorros enfiavam o rabo entre as pernas ao me verem. Tá, não era bem isso, mas pra mim era. Quando abri a porta de casa meu pai estava sentado na mesa lendo o jornal. Sabendo que era eu já ia começar a frase “Onde você...”, não teve coragem de continuar. Ele parou no meio e me olhou de cima a baixo boquiaberto. Como se o pé grande existisse. Deveria estar lindo. Em silêncio e ignorando outros seres na Terra fui para o banheiro. Ao fechar a porta, para minha mãe ele solta um sonoro “Puta que pariu! Você viu isso?!” Tomei banho, me arrastei para cama evitando a sala e dormi profundamente. O resto é prática de guerra. Meu pai entrou falou que era melhor ver eu assim do que entrar com meu namorado Darly. Não, não existe nenhum Darly, mas ele disse isso. Meu pai. Eis o homem e o bar vazio. Maldita terça-feira.